segunda-feira, 19 de julho de 2010

O MUNDO DO VINHO

IMPORTADORA VINHOS DO MUNDO APRESENTA
A RAINHA DAS UVAS: A CABERNET SAUVIGNON
Na última quinta-feira, dia 15, atendendo a um convite da amiga e competente profissional, Ana Lúcia, Gerente Geral da Importadora Vinhos do Mundo no Rio de Janeiro, estive na loja do Lidador em Botafogo para fazermos uma dobradinha e apresentarmos aos presentes cinco exemplares de vinhos elaborados com a Rainha das Uvas, a Cabernet Sauvignon. Foram 02 rótulos Argentinos, 01 Chileno, 01 Australiano e 01 dos EUA.

Para mim foi um grande prazer realizar uma apresentação pela primeira vez em uma das lojas do Lidador e perante um grupo super participativo e animado.

Cada rótulo foi comentado, debatido e aproveitei para falar um pouco sobre um dos temas que mais gosto: Harmonização. Em cima deste tema concluimos que o primeiro vinho degustado, o El Ciprés, é ideal para acompanhar massas com molhos vermelhos e com bastante corpo, além de ser uma boa pedida para a pizza do domigão.




A partir daí, cada rótulo degustado apresentou suas características próprias, marcadas pelo terroir e pela filosofia do seu produtor.

O Tyrrell´s foi considerado como um ótimo exemplo de qualidade-preço e os exemplares da Wente e da Casa Silva os tops da noite, aliás, particularmente, sou um grande admirador do Mario Geisse, um enólogo visionário e responsável pela Casa Silva, também aprecio bastante os rótulos da Wente, que produz vinhos americanos de qualidade e com preços bem acessíveis.



Gostaria de agradecer mais uma vez a Importadora Vinhos do Mundo, ao Lidador e, é claro, a presença e participação de todos os que estiveram presentes nesta noite agradável, descontraída, prazerosa e, é claro, sem gravata.

Aguardo contatos e espero poder ve-los novamente.

Abraços e tin-tin !

Os Vinhos da Noite

- EL CIPRÉS CABERNET SAUVIGNON - Bodegas Luis Segundo Correas - Mendoza - Argentina

- MALMA RESERVA CABERNET SAUVIGNON - Bodega NQN - Patagônia - Argentina

- TYRRELL´S MOORE´S CREEK CABERNET SAUVIGNON - Tyrrell´s Wines - Sudeste - Austrália

- SOUTHERN HILLS CABERNET SAUVIGNON - Wente Vineyards - Baía de São Francisco - EUA

- GRAN RESERVA LOS LINGUES CABERNET SAUVIGNON - Viña Casa Silva - Los Lingues - Chile

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O MUNDO DO VINHO

Importadora Barrinhas apresenta a
Bodega François Lurton


Claudio ( Imp. Barrinhas ), Eu e o François Lurton

Aconteceu nesta última terça-feira, dia 13 de julho, no Giuseppe Grill, no Leblon, a apresentação da nova linha de vinhos Argentinos trazida pela Barrinhas.Os rótulos são produzidos pela Bodega François Lurton.

Como sempre acontece com os eventos realizados pela competente equipe de Cristina Neves ( a paulista mais carioca que eu conheço ), tudo correu de forma correta e os vinhos realmente impressionaram.



INÚMEROS PROFISSIONAIS DO MUNDO DO VINHO
ESTAVAM PRESENTES


O cardápio e o serviço também contibuiram de forma significatica para que a apresentação fosse um sucesso. A entrada ( Salada morna de frutos do mar em leito de rúculas, azeitte extra-virgem e ervas )estava suave, refrescante, temperos na medida certa, execelente. No prato principal ( Picanha ao grill e batatas Giuseppe perfumadas em alecrim ), a Picanha chegou suculenta, no ponto certo e macia, como manda o figurino e as batatas com um toque de alecrim realçavam a carne e ajudaram na harmonização.
Para finalizar uma releitura do tradicional Romeu e Julieta, com Goiabada Cascão Cremosa com Sorvete de Queijo Minas, uma delícia.



OS PRATOS PREPARADOS PARA O
EVENTO E PARA A HARMONIZAÇÃO


Representante da quinta geração da família Lurton, que produz vinhos desde 1897,François Lurton hoje, é proprietário de vários vinhedos e está presente em cinco países, França, Portugal, Espanha, Chile e Argentina. Nas horas vagas, contando com o apoio e patrocínio do seu grupo, François é competidor de Rali, tendo disputado o última Rali Dakar em territórios Argentinos e Chilenos.

François e seu irmão iniciaram suas atividades na Argentina, como assessores de Nicolás Catena Zapata, em 1992.

Em 1996, após muitos estudos e análises técnicas, escolheram a região do Alto Vale de Uco para instalarem sua Bodega, com 200 hectares de terras virgens. Tudo foi pensado para que pudessem produzir vinhos de qualidade e ao mesmo tempo com características próprias, unindo terroir e, é claro, a competência de sua equipe.

Degustamos cinco vinhos que relacionarei a seguir, dois brancos muito interessantes, o primeiro com a cara do Rio de Janeiro, jovem fresco, boa acidez, alegre. Acompanhou muito bem a entrada.

O segundo, um vinho de personalidade, complexo, estruturado, um belíssimo exemplar. O corte é muito interessante: Tokay Friulano, Pinot Gris, Chardonnay e Torrontés.

Depois vieram os tintos. Destaque para os dois últimos, o Piedra Negra, 100% Malbec, violáceo intenso, boa estrutura, frutas maduras, toques de canela, cardamomo, taninos e madeira elegantes, suave toque de evolução, belo final de boca. Acompanhou muito bem o prato principal.

O terceiro vinho, Chacayes, Malbec-Cabernet Sauvignon, sem dúvida um Top. Passa de 16 a 18 meses em barricas de carvalho Francês de primeiro uso, estruturado, complexo no nariz e na boca, frutas, especiarias, chocolate e café são percebidos. Taninos elegantes e agradável final de boca. Bom para bebericar ou para acompanhar pratos de boa estrutura.

OS VINHOS:

Obs.: PPMCF = Provável Preço Médio Consumidor Final )

- PINOT GRIS 2009 - Valle de Uco ( PPMCF = R$45,00 )

- GRAN LURTON Corte Friulano reserva 2009 - Mendoza ( PPCF: R$110,00 )

- GRAN LURTON Tinto 2007 - Mendoza ( Preço de Mercado Sugerido: Não divulhado )

- PIEDRA NEGRA 2004 - Mendoza ( PPMCF = R$110,00 )

- CHACAYES 2006 - Mendoza ( PPMCF: R$230,00 )


OS VINHOS DEGUSTADOS E O
DESTAQUE DA APRESENTAÇÃO

segunda-feira, 12 de julho de 2010

4o ENCONTRO DO CLUBE DO VINHO



Portugueses, com certeza !

Salve, Salve, Amigos e Confrades,

Desta vez resolvemos passear pelos aromas e sabores dos vinhos dos nossos irmãos de além mar, os Portugueses.
Para começar, fui cuidar da trilha sonora da noite, coloquei um CD do Luciano Alves, ele mesmo, ex-integrante do grupo Os Mutantes, quem é da minha faixa etária se lembra com certeza, quem não é, deve ter ouvido falar, e quem nunca ouviu falar, teve a oportunidade de conhecer um pouco mias sobre este virtuoso músico, compositor e arranjador. No CD, Luciano interpreta Ernesnto Nazareth, sem dúvida um ícone na história da música Brasileira, que nos deixou uma herança com mais de 200 peças, entre elas, Brejeiro, Apanhei-te Cavaquinho, Coração que sente, Escorregando, Cavaquinho por que choras ?, entre outros belíssimos clássicos da nossa discografia.
A interpretação do Luciano é impecável. Assim como Rachmaminoff, Nazareth, por ter mãos muito grandes, conseguia tocar e compor acordes acima de uma oitava, o que dificulta a sua interpretação, conclusão, não é pra qualquer um. Vale ouvir, o CD foi gravado pelo selo Biscoito Fino.

Música rolando, confrades chegando, hora de abrir o espumante, desta vez, um Cave Geisse Brut, sem sombra de dúvidas, um top. Produzido pela Cave de Amadeu, cujo proprietário é um dos mais consagrados enólogos Chilenos, Mario Geisse, responsável também pela vinícola Casa Silva, no Chile, e que em 1977 já profetizava sobre a vocação do Brasil em produzir espumantes de excelente qualidade. Esta aí a prova, difícil encontrar alguém que não goste dos espumantes elaborados por Mário, e no nosso clube não foi diferente, bebemos e nos deixamos levar pelo prazer a cada gole.

Iniciei então a minha pequena apresentação sobre Portugal e a seguir abrimos os 03 rótulos escolhidos para esse encontro.

Começamos com um branco da região do Dão, O Duque de Viseu Branco, refrescante, com leve toque de mineralidade e flores, na boca persiste o frescor e boa acidez, características da região. Concluimos ser um vinho adequado para se beber sem compromisso, na praia ou a beira da piscina.
Passamos para os tintos e o primeiro exemplar foi o Monte das Servas, da região do Alentejo. Um belo corte de uvas portuguesas com um percentual de Cabernet Sauvignon, aromas intensos de frutas vermelhas maduras, especiarias e chocolate. Na boca, um vinho macio, boa estrutura, equilibrado e com um belo final de boca. Foi muito bem com os frios, geléias e chutneys. Agradou bastante.
O segundo tinto veio da região do Douro, produzido pela consagrada Casa Ferreirinha, o Esteva Tinto 2008 é elaborado com um corte de 03 uvas características de Portugal, Tinta Roriz, Touriga Nacional e Tinta Barroca. Boa chegada aromática, me lembrou bala soft de morango ( alguém se lembra dessa bala ? ), toques de chocolate e um sútil aroma terroso. Gustativamente é um vinho que enche a boca, complexo, com boa estrutura e taninos presentes e elegantes. Em geral, agradou mais quando acompanhado dos nossos acepipes, inclusive com os frios e o chutney de aipo, claro, da LC Enogastronomia. Um vinho pronto, mas eu também guardaria umas garrafinhas para beber daqui a algum tempo.

Pois é, a noite rendeu, passamos inclusive do horário, mas desta vez tínhamos o aval da sócias do Espaço Telezoom que estavam presente e acabram por ouvir algumas reivindicações dos Confrades, como por exemplo, almofadões para que todo mundo possa ficar mais a vontade desfrutando desses encontros que, além de informar um pouco mais sobre a cultura do vinho, tem como objetivo reunir pessoas em torno de um bom bate-papo, comidinhas gostosas e, é claro, belos vinhos, afinal, como disse Fleming "A penicilina cura os homens, mas é o vinho que os fazem felizes".

Nos vemos na sexta, tin-tin e até lá !

OS VINHOS DO 4o ENCONTRO

- ESPUMANTE CAVE GEISSE BRUT - Cave de Amadeu - Pinto Bandeira - RS ( R$42 a R$51 )

- DUQUE DE VISEU BRANCO 2008 - Quinta dos Carvalhais - DÃO - PO- Impo. Zahil ( R$51 a R$64 )

- MONTE DAS SERVAS ESCOLHA TINTO 2007 - Herdade das Sevas - Alentejo - PO - Imp. Vinhos dos Mundo ( R$56 a R$69 )

- ESTEVA TINTO 2008 - Casa Ferreirinha - Douro - PO - Imp. Zahil ( R$44 a R$55 )

IMAGENS DO 4o ENCONTRO


RECADO DEIXADO PELOS CONFRADES

domingo, 11 de julho de 2010

ENOGASTRONOMIA I

A COPA TERMINA E O POLVO VAI PARA A GALERA, OU MELHOR, PANELA.


Quem me conhece sabe que futebol não é dos temas que mais aprecio, mas nesse período de Copa do Mundo, sendo torpedeado a todo instante e por todo lugar com informações sobre o mundo da bola, um assunto em especial me chamou a atenção, o Polvo Paul, que fez previsões a respeito dos vencedores das partidas, e acertou, inclusive a final, com a vitória da Espanha, a mais nova Campeã Mundial de Futebol.

Mas vamos ao que interessa. De tanto ouvir falar em polvo, baixou uma inspiração e resolvi fazer um prato com este belo espécime.

Ontem, por volta das 12:30hs fui correndo à feira, não sei se vocês sabem mas acabaram com a tradicional "hora da xepa', e os feirantes, agora, são obrigados a desmontar as barracas impreterivelmente às 13hs.

Cheguei no caminhão peixaria do Fábio e do Zezinho, já estava quase tudo guardado nas imensas caixas de isopor, mas ainda deu tempo de escolher dois belos exemplares deste apetitoso molusco.


Adoro polvo grelhado, mas desta vez optei por um arroz de polvo, com arroz integral, muito brócolis, pimentões vermelhos e pimenta Italiana, trazida da Toscana. Aproveitei o caldo onde cozinhei o polvo para fazer o arroz. Resultado, não sobrou nada, deu para quatro pessoas, com direito a "repeteco".

Para acompanhar eu tinha algumas opções, mas apostei em um tinto Português, da região do DÃO, o Duque de Viseu, importado pela Zahil e que estará presente no nosso próximo encontro do Clube do Vinho. Deu certo, como se espera de uma harmonização enogastronômica, um completou e valorizou o outro, a complexidade do vinho, seus toques de especiarias, taninos corretos, além de uma certa mineralidade, formaram um casamento fantástico com a pimenta, temperos, o brócolis e, é claro, a intensidade aromática e gustativa características deste prato.


Mais um exemplo de que é mais do que possível harmonizarmos vinho tinto com pratos que não sejam necessariamente a base de carne vermelha.
Com certeza essa receita vai entrar para o cardápio da LC Enogastronomia. Vale repetir !

Para completar, ainda provamos um rótulo proveniente de Napa Valley, não disponível no mercado Brasileiro, chamado Atticus John Cabernet Sauvignon, safra 2005, um belíssimo exemplar, aromático, aveludado, muito agradável no nariz e na boca, equilibrado e prazeroso. O vinho foi trazido pelo casal amigo, Guilherme e Priscila, dois dos quatro que provaram e aprovaram o Arroz de Polvo.

Pois é, a copa acabou e o polvo está em alta, e lá na Espanha, onde já era muito apreciado, vai virar o novo rei dos mares.
Por aqui, o assunto agora passa a ser as eleições, com direito a muito polvo e lula...!

Forte abraço e até a próxima !


O ARROZ DE POLVO E O DUQUE DE VISEU - RICA COMBINAÇÃO

O VINHO DE NAPA VALLEY - BELO VINHO

terça-feira, 6 de julho de 2010

3o ENCONTRO DO CLUBE DO VINHO

Futebol em Baixa, Vinhos em Alta

Amigos e Confrades,

Sexta-feira passada, dia do nosso 3o Encontro do Clube do Vinho, não foi nada bom para o futebol Brasileiro, perdemos da Holanda e acabamos eliminados da Copa do Mundo. Muita gente ficou com uma baita dor de cabeça, também, vamos combinar que aquela seleção do Dunga era mesmo um porre.
Porre esse que virou ressaca e alguns dos nossos confrades nem apareceram ao encontro, uma pena, porque se o futebol Brasileiro foi mal, os Vinhos Brasileiras vão indo muito bem, e a nossa escalação foi de primeira.

Apresentamos 03 rótulos de vinhos nacionais ainda muito pouco conhecidos pelos consumidores, vinhos de pequena produção que só agora chegam ao mercado do Rio de Janeiro, graças a EIVIN, uma empresa que agrega vários produtores nacionais de qualidade com pequena produção e, portanto, sem uma infra-estrutra capaz de fazer com que seus rótulos se tornem mais conhecidos além dos limites onde são elaborados e seus arredores.

Provamos um Espumante Rosé e 02 Tintos, um Merlot e um Cabernet, todos foram aprovadíssimos e elogiados pelo grupo.

O Espumante, da Vinícola Santo Emílio, Região de Urupema, Serra Catarinense, acompanhou muito bem os embutidos, bela coloração "blush", fresco, acidez correta e muito agradável na boca e no nariz, com notas florais e frutadas.

O Merlot, da Vinícola Del Vale Vinhos, Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves, RS, se mostrou um vinho de personalidade, leve toque de madeira, aromas de evolução no início, liberando as frutas com o tempo de taça. Harmonizou e se valorizou acompanhado do Patê de Figado com Vinho do Porto e Especiarias produzido pela LC Enogastronomia.

Finalmente o Cabernet Sauvignon, da Vinícola Villagio Grando, Campos de Herciliópolis, Água Doce, Santa Catarina, sem dúvida um exemplar de grande potencial, nariz amplo, frutas em compota, baunilha, madeira elegante e chocolate. Agradável na boca, taninos presentes mas elegantes. Pronto para beber, mas vale guardar algumas garrafas. Foi bem com os embutidos mais fortes acompanhados do Chutney de Maracujá, também da Linha Gourmet da LC Enogastronomia.

Ah ! Já ia me esquecendo de mencionar que a trilha sonora deste encontro teve Ella Fitzgerald e Joe Pass.

É isso, foi uma noite super agradável e descontraída, e mais, sem a menor possibilidade de ressaca !

Aguardo vocês nesta sexta.

Abraços e tin-tin !

OS VINHOS DO 3o ENCONTRO

- ESPUMANTE STELLATO ROSE - Vinícola Santo Emílio, Urupema - Serra Catarinense. Vendas: EIVIN ( R$55 a R$64 )

- TERRAGNOLO MERLOT 2007 - Del Vale Vinhos - Bento Gonçalves - RS. Vendas: EIVIN ( R$43 a R$51 )

- VILLAGIO GRANDO CABERNET SAUVIGNON 2007 - Vinícola Villagio Grando - Campos de Herciliópolis - Água Doce - SC ( R$68 a R$75 )


IMAGENS DO 3o ENCONTRO


quinta-feira, 1 de julho de 2010

DOS VINHOS DESTE SOLO ÉS MÃE GENTIL !


Amigos e Confrades,
Já está mais do que na hora de falarmos sobre o importante trabalho que vem sendo realizado para o desenvolvimento da qualidade do vinho nacional.
Nas minhas andanças pelas vinícolas nacionais, conversando com os mais diversos setores envolvidos neste processo, senti uma empolgação contagiante. Cada projeto é como se fosse o parto de um novo filho. Entretanto, não podemos achar que o nosso "filho" é o mais bonito e inteligente de todos, não é bem assim, mas acho que estamos no caminho certo.
Me chamou a atenção a preocupação de alguns produtores com a Qualidade em contraposição a Quantidade. O Brasileiro está abandonando o vinho de garrafão e ficando mais exigente, mais esclarecido, com isso, é hora de mudar a mentalidade, é hora de produzir com mais cirtério. Métodos de plantação, qualidade das videiras, escolha das uvas, colheita e a mentalidade do produtor são pontos fundamentais. Não podemos ignorar a tecnologia, mas é hora de pensar na matéria-prima: A UVA.
É gratificante observarmos as mudanças que vem ocorrendo neste sentido, conversão de métodos de plantação que valorizam a qualidade da uva e não a produtividade, a substituição de videiras não-viníferas ( uvas de mesa ) por videiras viníferas ( uvas próprias para vinho ), a introdução de novos tipos de uvas e a "descoberta" de novas áreas de plantio, como por exemplo Santa Catarina, o Nordeste Brasileiro, regiões do Rio Grande do Sul alternativas ao Vale dos Vinhedos e até mesmo Minas Gerais. Provei a pouco tempo alguns rótulos produzidos na região de Três Corações, eles estão no caminho. É o vinho nacional buscando a sua identidade, procurando identificar através de muita pesquisa o "terroir" ideal para cada variedade de uva, é a vontade, a garra e o profissionalismo dos Brasileiros contradizendo a todos aqueles que duvidavam e torciam o nariz quando se falava da possibilidade de elaborarmos vinhos de qualidade.
Infelizmente fatores como os impostos, normatização e fiscalização, impedem que nossos produtos tenham uma melhor competitividade no mercado interno e externo, além disso, questões políticas e a inexistência de uma maior união entre produtores e orgãos ligados a vitivinicultura nacional contribuem para que o desenvolvimento deste mercado não cresça da maneira desejada, sem contar a necessidade de uma legislação oficial que regulamente a produção e a classificação dos vinhos e, por que não, a adoção de uma uva emblemática para o país. Eu voto na Cabernet Franc.
Isso tudo sem falar da já consagrada vocação e o alto índice de aceitação dos nossos espumantes, um prato cheio, ou melhor, uma taça cheia para uma intensa campanha de marketing a nível nacional e internacional divulgando o nosso produto, Os Vinhos deste Solo.
E como bem disse Luis Fernando Veríssimo, o que importa é que "Hoje não precisamos de consolo pelos vinhos que temos no País, pois já existem vinhos que nos consolam pelo País que temos".
Um brinde ao Vinho Nacional,
Tin-tin e até a próxima !

REGIÕES VINÍCOLAS BRASILEIRAS ( RIO GRANDE DO SUL, SANTA CATARINA E NORDESTE )

segunda-feira, 28 de junho de 2010

2o ENCONTRO DO CLUBE DE VINHO


Amigos e Confrades,
O 2o Encontro do Clube do Vinho teve como tema a uva Carmenere.

Enquanto os confrades chegavam e se acomodavam, bebericamos umas taças do espumante HORUS, marca pertencente a Importadora Vinhos do Mundo, ao som de uma coletânea de Jazz escolhida pelo pessoal do Telezoom.

Passamos então a uma pequena apresentação sobre a história desta variedade, dos 02 rótulos a serem degustados e seus respectivos produtores.

Como sempre fazemos, os vinhos foram provados inicialmente puros e em seguida acompanhados de frios, queijos, geléias, chutneys e pães. A partir daí a conversa rolou solta, o CD de Jazz retornou, e a turma, agora com mais uma confrade, ficou ainda mais "soltinha", o que faz com que nossos encontros se tornem cada vez mais prazeros.

O tempo voa e, infelizmente, tenho que controlar o relógio, caso contrário, com certeza, ficaríamos ali por mais algumas horas.

Os vinhos foram provados e as opiniões as mais diversas. Como nosso intuito não é julgar, mas sim provar e mostrar o que há no mercado e no meundo do vinho, ajudando a divulgar um pouco mais essa cultura, não damos nota, mas sim trocamos idéias, ouvindo as opiniões dos confrades e esclarecendo possíveis dúvidas e características de cada rótulo.

Nesse encontro, percebemos que o vinho da vinícola Haras de Pirque, ainda muito jovem ( safra 2008 ), cresceu após algum tempo de taça e se valorizou ainda mais acompanhado dos nossos petiscos. Percebemos traços minerais, pimenta, toques de chocolate e tabaco, além de uma presença marcante de mentolado, conferindo uma sensação de frescor. Vale guardar algumas garrafas para ir bebendo de tempos em tempos e comparando a sua evolução. Já o rótulo da Santa Ema, se mostrou mais "pronto" ( safra 2006 ), frutado, com mais presença de madeira, taninos mais "domados", macio e com bom final de boca. Muito bom para bebericar ouvindo música, lendo um bom livro ou batendo papo.
Abaixo a relação dos vinhos, respectivas importadoras e valor médio de mercado.

Bem, para entender melhor tudo isso, só se juntando a nós.

Abraços, tin-tin e até a próxima !

OS VINHOS DA NOITE

- EQUUS CARMENERE 2008 - Imp. Winebrands ( R$46 a R$52 )

- CARMENERE RESERVA BARREL SELECT 2006 - Imp. Vinoteca ( R$48 a R$54 )



FOTOS DO 2o ENCONTRO DO CLUBE DO VINHO